Clínica Veterinária n. 105

R$ 40,00

ANESTESIOLOGIA: Anestesia epidural em Chinchilla lanigera – relato de caso
ANESTESIOLOGIA: Controle da dor com S(+) cetamina e morfina, associadas à bupivacaina, por via peridural, em um cão submetido a hemipelvectomia parcial – relato de caso
CLÍNICA: Desvio portossistêmico extra-hepático congênito em cadela schnauzer miniatura – relato de caso
CLÍNICA: Tétano em cães e gatos – revisão
DOENÇAS INFECCIOSAS: Mixomatose em coelho – revisão da literatura
ONCOLOGIA: Metástase de osteossarcoma em osso de cão sem raça definida – relato de caso
ONCOLOGIA: Quimioterapia antineoplástica em cães e gatos – uma revisão das opções de tratamento por via oral
ONCOLOGIA: Quimioterapia metronômica em cães e gatos – revisão de literatura

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 105, julho/agosto/2013, ano XVIII:

ANESTESIOLOGIA: Anestesia epidural em Chinchilla lanigera – relato de caso

Autores: Jenifer de Santana Marques ; Renata Cristina Menezes; Fernanda Corrêa Devito; Igor Alexandre Quirico

Resumo: As chinchilas são mamíferos de pequeno porte da ordem Rodentia e da família Chinchillidae. A espécie Chinchilla lanigera é a mais comum nos criadouros, e indivíduos dessa espécie são muito utilizados como animais de estimação. O trauma ortopédico em pequenos roedores é frequentemente resultado de acidentes residenciais, como queda de objetos, fechamento de portas e pisoteio por parte de outros animais. Os primeiros socorros consistem em controlar o estado de colapso, as alterações respiratórias, os distúrbios abdominais e as hemorragias. Este trabalho relata o protocolo anestésico elaborado para um exemplar de Chinchilla lanigera submetido à cirurgia de amputação de membro pélvico após fratura exposta de fêmur. O protocolo utilizando anestesia epidural mostrou-se seguro, pois permitiu estabilidade dos parâmetros fisiológicos, rápida recuperação e ausência de dor nos períodos trans e pós-operatório.
Unitermos: amputação, animais selvagens, protocolo anestésico


ANESTESIOLOGIA: Controle da dor com S(+) cetamina e morfina, associadas à bupivacaina, por via peridural, em um cão submetido a hemipelvectomia parcial – relato de caso

Autores: Luciano Cacciari B. A. da Silva ; Giancarlo Bressane Gomes; Fabiano Takeo Miyahira; Jéssica Sperandio Cavaco; Fábio Futema

Resumo: A hemipelvectomia é uma técnica cirúrgica usualmente indicada no tratamento de neoplasias ósseas localizadas em pelve de cães e está associada a dor de alta intensidade no pós-operatório, comprometendo a recuperação e o bem-estar do animal. A busca da associação de fármacos que atuem de modo eficaz no controle da dor ainda representa um desafio a ser superado na medicina veterinária e constitui o objetivo deste trabalho. Neste estudo uma fêmea da raça rottweiler, diagnosticada com osteossarcoma em região de fêmur e íleo, foi submetida a hemipelvectomia parcial. Para realizar o procedimento optou-se pelo bloqueio peridural com S(+) cetamina e morfina associada a bupivacaína e fixação do cateter peridural para avaliação rigorosa da analgesia pós-operatória. A associação dos fármacos usados no presente estudo demonstrou ser alternativa promissora na analgesia intra e pós-operatória.
Unitermos: multimodal, osteossarcoma, analgesia


CLÍNICA: Tétano em cães e gatos – revisão

Autores: Fabiana Azevedo Voorwald ; Caio de Faria Tiosso; Diogo José Cardilli; Izabella Ribeiro C. dos Santos; Gilson Hélio Toniollo

Resumo: Tétano é uma toxi-infecção caracterizada por desordem neuromuscular debilitante, dolorosa e potencialmente fatal, causada pela neurotoxina tetanospasmina, produzida pelo Clostridium tetani em condições de anaerobiose. Cães e gatos apresentam resistência natural relacionada à inabilidade da toxina para penetrar e se ligar aos tecidos nervosos. A imunoprofilaxia ativa não é recomendada para essas espécies devido ao alto custo de produção das vacinas, em relação à baixa prevalência de animais acometidos. A ocorrência esporádica da doença no atendimento clínico de pequenos animais resulta em despreparo e inexperiência no diagnóstico presuntivo imediato, retardando a correta conduta clínica emergencial necessária para garantir a sobrevivência dos pacientes. Objetiva-se apresentar e discutir fisiopatologia, sinais clínicos, métodos para diagnóstico, possíveis complicações, tratamento e prognóstico do tétano em cães e gatos.
Unitermos: neurotoxina, Clostridium tetani, tetanospasmina


CLÍNICA: Desvio portossistêmico extra-hepático congênito em cadela schnauzer miniatura – relato de caso

Autores: Gustavo Pinto Paiva ; Maria Leonora Veras de Mello; Maria Eduarda Monteiro Silva; Denise de Mello Bobany

Resumo: Uma cadela mini-schnauzer de doze meses apresentou sintomatologia neurológica periódica, com andar cambaleante, cegueira amaurótica, vômito e inapetência. Suspeitou-se de desvio portossistêmico com encefalopatia. A venoportografia mesentérica contrastada revelou desvio portossistêmico extra-hepático. Hemograma, bioquímica sanguínea, albumina, colesterol, creatinina e proteínas totais não foram conclusivos para o diagnóstico. A esplenoportografia mesentérica confirmou desvio portossistêmico extra-hepático. Como o proprietário não autorizou a cirurgia, prescreveram-se cloridrato de ranitidina, silimarina, metronidazol, ampicilina, ácido ursodesoxicólico, lactulose e dieta de ricota sem sal, arroz e cenoura, por três meses. Para manter as funções hepáticas adotou-se tratamento homeopático com silimarina, Carduus marianus e Chelidonium majus. Em quatro anos de tratamento, o animal não teve nenhuma crise de encefalopatia ou outro distúrbio mais grave.
Unitermos: encefalopatia, derivação portossistêmica


DOENÇAS INFECCIOSAS: Mixomatose em coelho – revisão da literatura

Autores: Sávio Freire Bruno ; Paulo Roberto de Souza Marques; Rogério Tortelly

Resumo: A mixomatose é uma doença infectocontagiosa, de notificação obrigatória, que acomete coelhos, provocada por um vírus da família Poxviridae (Myxoma virus), transmitida direta ou indiretamente através de vetores. Possui grande importância mundial devido a sua endemicidade e alto índice de mortalidade. É caracterizada por blefaroconjuntivite bilateral, nodulações e edema disseminado por todo o corpo, em especial edema na face, no focinho e nas orelhas, dando à cabeça do animal um aspecto leonino. O diagnóstico é baseado principalmente nos sinais clínicos. Achados anatomopatológicos contribuem para o diagnóstico. A confirmação pode ser realizada por meio de microscopia eletrônica, Elisa, fixação de complemento, reação em cadeia de polimerase (PCR) e isolamento viral. Não há tratamento após a infecção e a maioria dos animais acometidos vão a óbito. A principal medida profilática é a vacinação.
Unitermos: lagomorfos, tapitis, Sylvilagus brasiliensis


ONCOLOGIA: Metástase de osteossarcoma em osso de cão sem raça definida – relato de caso

Autores: Juliana Moreira Rozolen ; Tarso Felipe Teixeira

Resumo: O osteossarcoma (OSA) é um dos principais tipos de câncer ósseo em cães e sua prevalência tem sido cada vez maior. Seu comportamento agressivo é atribuído à alta incidência de metástase e à sua rápida evolução. O objetivo deste estudo foi relatar o caso de um cão sem raça definida, macho, de oito anos, atendido com sinais de dor e claudicação. Foi constatado um tumor na articulação radioulnar esquerda, confirmado pela radiografia que evidenciou a lise óssea. Não se observou metástase nos pulmões ou em outros órgãos. Após a ressecção, o tumor foi diagnosticado como OSA osteoblástico produtivo. Passados três meses, o paciente apresentou os mesmos sintomas em membro pélvico direito. A radiografia do fêmur constatou lise óssea com perda do padrão trabecular, sugestiva de tumor ósseo, e a presença de nódulos radiopacos no pulmão. O animal veio a óbito em vinte dias, e os fragmentos dos tecidos acometidos foram colhidos na necrópsia. Ambos confirmaram se tratar de um OSA osteoblástico. Sabe-se que a metástase de osteossarcoma em tecido ósseo é rara.
Unitermos: dor, claudicação, ulna, tumor, pulmão


ONCOLOGIA: Quimioterapia antineoplástica em cães e gatos – uma revisão das opções de tratamento por via oral

Autores: Sabryna Gouveia Calazans ; Daniel Paulino Jr.; Carlos Eduardo Fonseca Alves; Isadora Helena de Sousa Melo

Resumo: Apesar de a maioria dos antineoplásicos ser administrada por via intravenosa, há atualmente uma vasta disponibilidade desses fármacos apresentados em drágeas, comprimidos e cápsulas. Algumas vantagens da quimioterapia oral são a possibilidade de um tratamento prático, indolor e bem tolerado. Contudo, a prescrição de medicações citotóxicas para uso domiciliar deve ser criteriosa, para evitar que o tratamento represente risco à saúde dos animais e proprietários. Esta revisão de literatura relaciona e descreve os fármacos ciclofosfamida, clorambucil, melfalano, bussulfano, lomustina, capecitabina, metotrexato, idarrubicina, etoposídeo, mercaptopurina, anti-inflamatórios esteroides e inibidores de ciclo-oxigenase-2 e de tirosina-quinase. Esses medicamentos estão atualmente disponíveis para o uso por via oral na medicina humana e podem ser utilizados para o tratamento do câncer em cães e gatos.
Unitermos: canino, felino, oncologia, terapia oral


ONCOLOGIA: Quimioterapia metronômica em cães e gatos – revisão de literatura

Autores: Sabrina Marin Rodigheri ; Andrigo Barboza De Nardi

Resumo: A quimioterapia metronômica representa uma recente opção terapêutica na oncologia veterinária. É caracterizada pelo uso contínuo de fármacos antineoplásicos em doses inferiores à dose máxima tolerada, administrados preferencialmente por via oral, a intervalos curtos e regulares. O controle da neoplasia é obtido mediante a exposição contínua das células tumorais aos fármacos citotóxicos, a inibição da angiogênese tumoral e modificações na imunologia tumoral. As vantagens dos protocolos metronômicos incluem baixa toxicidade, facilidade de administração, baixo custo e menores índices de resistência aos fármacos antineoplásicos. O objetivo desta revisão é descrever o mecanismo de ação, as indicações terapêuticas e os resultados de estudos relacionados à quimioterapia metronômica no tratamento de neoplasias em cães e gatos.
Unitermos: oncologia veterinária, câncer, angiogênese, imunologia tumoral




Informação adicional

Peso 385 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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