Clínica Veterinária n. 103

R$ 40,00

CARDIOLOGIA: Fistula arteriovenosa congênita em cão de raça basset hound – relato de caso
CIRURGIA: Flape tubular de padrão axial toracodorsal para reparação cutânea em cotovelo de cão – relato de caso
CLÍNICA: Disfunção cognitiva em cães idosos: avaliação clínica e estratégias terapêuticas
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Limitações e indicações clínicas da ultrassonografia gestacional em cadelas – revisão de literatura
ONCOLOGIA: Biópsia óssea por agulha Jamshidi em cães – revisão de literatura
ONCOLOGIA: Carcinoma inflamatório secundário de mama com metástase intracraniana em cadela – relato de caso
ONCOLOGIA: Neoplasias hepáticas primárias em cães e gatos: estudo retrospectivo (2002-2012)
ORTOPEDIA: Correção cirúrgica de fratura no tibiotarso de periquito-australiano (Melopsittacus undulatus) – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 103, março/abril/2013, ano XVIII:

CARDIOLOGIA: Fistula arteriovenosa congênita em cão de raça basset hound – relato de caso

Autores: Elthon Silveira Cressoni ; Roberta Valeriano dos Santos; Zara Bortolini; Alfredo Maia Filho

Resumo: A fístula arteriovenosa se refere a uma comunicação anormal e permanente entre uma artéria e uma veia que cursa com dilatação venosa e consequente estagnação do sangue, levando a aumento da pressão local, edema e prejuízo da nutrição tecidual. Relata-se o caso de um filhote da raça basset hound, encaminhado para avaliação cardiovascular devido a um edema persistente do membro torácico esquerdo. Após a realização do eletrocardiograma, observou-se diminuição da frequência cardíaca quando se realizava compressão vascular do membro (Nicoladoni-Branhan positivo), comum em pacientes com fístula arteriovenosa. O paciente foi submetido a uma angiografia que confirmou o diagnóstico presuntivo de fístulas arteriovenosas múltiplas a partir da artéria braquial. Devido à complexidade das fístulas, foi instituído tratamento clínico com fármacos diosmina e flavonoides, que diminuíram o edema e evitaram as ulcerações de pele, proporcionando assim a melhora da qualidade de vida do paciente.
Unitermos: angiografia, diosmina e flavonoides


CIRURGIA: Flape tubular de padrão axial toracodorsal para reparação cutânea em cotovelo de cão – relato de caso

Autores: Artur Gouveia Rocha ; Gláucia de Oliveira Morato; Josiane Morais Pazzini; Andrigo Barboza De Nardi; João Guilherme Padilha Filho; Paola Castro Moraes

Resumo: As cirurgias reconstrutivas são fundamentais na reparação de feridas abertas e com grandes extensões, decorrentes de traumas, anomalias congênitas e neoplasias. A região doadora deve possuir quantidade de pele suficiente para a correção do defeito; além disso, é importante ter cuidado com a preservação da microcirculação e dos vasos nutrientes da pele. A técnica cirúrgica a ser escolhida varia conforme a situação de cada ferida, sendo importante identificar a mais apropriada para cada lesão, evitando complicações e custos desnecessários. A palpação e demarcação das linhas de incisão realizadas na pele do paciente previamente ao ato cirúrgico mostraram-se de fundamental importância para o sucesso da técnica. O presente estudo objetiva relatar um caso de correção de ampla falha cutânea na região do cotovelo, com técnica reconstrutiva de padrão axial tubular toracodorsal em um cão.
Unitermos: canino, ferida, cirurgia plástica


CLÍNICA: Disfunção cognitiva em cães idosos: avaliação clínica e estratégias terapêuticas

Autores: Ricardo Souza Vasconcellos ; Helena Arantes do Amaral; Cristiana Corrêa Kuci; Murilo Moretti; Márcio Antônio Brunetto; Daniela Ramos

Resumo: O sistema nervoso central é particularmente suscetível aos efeitos do envelhecimento, uma vez que os danos nesse local se acumulam ao longo da vida, culminando com distúrbios comportamentais em animais idosos. Nos últimos anos tem sido reconhecida em cães uma síndrome relacionada à idade com achados patológicos muito semelhantes à doença de Alzheimer em seres humanos, denominada síndrome da disfunção cognitiva canina (SDCC), que acomete aproximadamente 1/3 dos animais a partir dos onze anos de idade. Apesar disso, essa doença tem recebido pouca atenção na prática clínica. Nesta revisão de literatura, o objetivo consistiu em discutir aspectos fisiopatológicos, clínicos e terapêuticos da SDCC, visando facilitar a abordagem diagnóstica da doença e discutir os recursos terapêuticos existentes que podem melhorar a qualidade de vida do animal e a interação com o proprietário.
Unitermos: amiloide, antioxidantes, doença de Alzheimer, envelhecimento


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Limitações e indicações clínicas da ultrassonografia gestacional em cadelas – revisão de literatura

Autores: Elaine Mayumi Ueno Gil ; Daniela Aparecida Ayres Garcia; Tilde Rodrigues Froes Paiva

Resumo: Diferentes questões surgem durante a realização do exame ultrassonográfico gestacional em fêmeas caninas. Tais questionamentos correlacionam-se: a confirmação diagnóstica da gestação, o cálculo da idade gestacional, a avaliação do número de fetos e o diagnóstico de sofrimento fetal. Contudo, nem todos esses questionamentos apresentam respostas simples, pois algumas dificuldades enfrentadas pelo ultrassonografista durante o exame podem gerar incertezas no resultado. As características fisiológicas, clínicas e fisiopatológicas precisam ser consideradas, evitando-se assim erros de interpretação diagnóstica. O objetivo deste texto é expor as limitações do exame ultrassonográfico gestacional em cadelas e exibir as possibilidades de utilização de algumas inovações tecnológicas associadas à ultrassonografia para esse diagnóstico.
Unitermos: ultrassom, gestação, desafios, diagnóstico


ONCOLOGIA: Carcinoma inflamatório secundário de mama com metástase intracraniana em cadela – relato de caso

Autores: Lorena Gabriela Rocha Ribeiro ; Alessandra Estrela-Lima; João Moreira da Costa-Neto; Eduardo Luiz Trindade Moreira; Rosana de Deus S. de Carvalho; Mário Jorge Melhor Heine D’Assis; Emanoel Ferreira Martins Filho; Geovanni Dantas Cassali

Resumo: O carcinoma inflamatório de mama (CIM), tanto em mulheres quanto em cadelas, é uma neoplasia pouco frequente, muito agressiva e que apresenta o pior prognóstico dentre os tumores mamários. A taxa de sobrevida é reduzida principalmente pelo desenvolvimento precoce de métastases em diversos órgãos ou de anormalidades hematológicas como coagulação intravascular disseminada. Neste trabalho, relata-se o caso de uma cadela racialmente indefinida, portadora de CIM secundário, com sobrevida de 21 dias. Na necropsia, observaram-se múltiplos sítios de disseminação neoplásica, destacando-se metástase intracraniana associada a extensa hemorragia, além de quadro anátomo-histopatológico sugestivo de septicemia. Para o diagnóstico de neoplasia primária e sítios secundários, foi realizado exame histopatológico, além de imuno-histoquímica em secções histológicas do sistema nervoso central.
Unitermos: canino, oncologia, neoplasia mamária, sistema nervoso central


ONCOLOGIA: Neoplasias hepáticas primárias em cães e gatos: estudo retrospectivo (2002-2012)

Autores: Rogério Anderson Marcasso ; Antônio Carlos Faria dos Reis; Giovana Wingeter di Santis; Ana Paula F. R. L. Bracarense

Resumo: As neoplasias hepáticas são uma importante causa de mortalidade no homem e nos animais e podem estar associadas a agentes infecciosos e tóxicos. Este trabalho objetivou revisar os aspectos epidemiológicos, morfológicos e clínicos de animais com neoplasias hepáticas primárias. Foram avaliados 3.289 registros de neoplasias em animais de companhia em um período de dez anos. A prevalência de neoplasias hepáticas primárias foi de 0,41% e 3,47% em cães e gatos, respectivamente. A idade média dos cães foi de 11,7 anos, e dos gatos, de 10,5 anos. Não foi verificada a predisposição sexual ou racial. Os sinais clínicos mais prevalentes foram anorexia (71,4%) e apatia (64,3%). O tempo de sobrevida variou entre um e 30 dias. Morfologicamente, a apresentação maciça foi observada em 66,6% dos cães, e a nodular em 80% dos gatos. O diagnóstico mais frequente em cães (61,5%) e em gatos (100%) foi de colangiocarcinoma.
Unitermos: hepatopatia, carcinogênese, estudo epidemiológico


ONCOLOGIA: Biópsia óssea por agulha Jamshidi em cães – revisão de literatura

Autores: Camila Barbosa Amaral ; Mario Antonio Pinto Romão; Ana Maria Reis Ferreira

Resumo: As neoplasias ósseas em cães são sempre um dilema clínico, sendo algumas alterações radiográficas comuns a diversos tipos de neoplasias ósseas primárias. Dessa forma, a determinação do tipo tumoral é fundamental para a tomada de decisão quanto ao tratamento e ao prognóstico. A biópsia óssea percutânea é um método rápido, pouco invasivo e eficiente de obter fragmentos da lesão para avaliação histológica, configurando um importante método diagnóstico na oncologia veterinária. Apesar dessas características positivas, os riscos de metástases devem ser sempre avaliados antes de se optar pelo procedimento. O presente artigo detalha a técnica de biópsia óssea percutânea por agulha Jamshidi em lesões ósseas neoplásicas em cães, comentando suas indicações e contraindicações, seus riscos e complicações, e apontando suas vantagens e desvantagens.
Unitermos: neoplasia óssea canina, diagnóstico, histopatologia


ORTOPEDIA: Correção cirúrgica de fratura no tibiotarso de periquito-australiano (Melopsittacus undulatus) – relato de caso

Autores: David Baruc Cruvinel Lima ; Marcelo Campos Rodrigues; Dayanne A. Silva Dantas Lima; Márcia dos Santos Rizzo; Ana Maria Quessada; Wagner Costa Lima

Resumo: A criação de aves exóticas é uma atividade em intenso crescimento, o que torna a presença delas em clínicas e hospitais veterinários uma prática comum. O objetivo deste trabalho foi relatar a realização de osteossíntese no membro pélvico de um psitacídeo por meio do implante de uma agulha hipodérmica no canal medular. Um periquito-australiano (Melopsittacus undulatus), agredido por uma ave de rapina, sofreu fratura medial do tibiotarso esquerdo. Após avaliação clínica e procedimentos pré-operatórios, a ave foi submetida a osteossíntese, com a colocação de pino intramedular. O procedimento foi eficaz ao permitir a justaposição dos componentes ósseos afetados e a sustentação do membro operado. O uso de agulha hipodérmica como prótese intramedular em ossos longos de aves de pequeno porte para correção de fraturas representa uma alternativa como método de tratamento.
Unitermos: aves, ortopedia, anestesia, analgesia




Informação adicional

Peso 416 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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