Clínica Veterinária n. 102

R$ 30,00

ANIMAIS SELVAGENS: Hematologia e considerações bioquímicas em serpentes – revisão de literatura
CIRURGIA: Hemipelvectomia subtotal no tratamento cirúrgico de neoplasia óssea apendicular – relato de caso
CLÍNICA: Estudo retrospectivo (2009-2012) 388 exames citológicos de tecidos hematopoiéticos (linfonodo, baço e medula óssea) de cães
CLÍNICA: Estudo retrospectivo (2009-2012) de 1.045 exames citológicos de tecidos cutâneos e glandular subcutâneo de cães
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Colonoscopia no diagnóstico de leishmaniose visceral canina – revisão de literatura
FARMACOLOGIA: Tratamento farmacológico da ansiedade em cães – revisão
NUTRIÇÃO: Palatabilidade de petisco enriquecido com fibra solúvel (Plantago psyllium) para cães
ONCOLOGIA: Remoção cirúrgica de osteossarcoma mandibular em serpente suaçuboia (Corallus hortulanus) – relato de caso

Descrição


Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 102, janeiro/fevereiro/2013, ano XVIII:

ANIMAIS SELVAGENS: Hematologia e considerações bioquímicas em serpentes – revisão de literatura

Autores: Marcelo Pires N. de Carvalho ; Kathleen Fernandes Grego

Eesumo: As serpentes apresentam sinais clínicos sutis, tornando a conclusão diagnóstica ante mortem um desafio ao veterinário. O uso da patologia clínica nesse contexto é útil, porém os padrões hematológicos encontrados em literatura não são tão específicos quanto os disponíveis para cães e gatos, e isso deve ser levado em consideração no momento da análise hematológica. No que diz respeito à série vermelha, os parâmetros avaliados são: contagem total de eritrócitos, hematócrito e hemoglobina. Na série branca as linhagens celulares são identificadas, analisadas e contabilizadas. Por meio de provas bioquímicas e dosagens enzimáticas podem-se diagnosticar alterações no metabolismo de diversos órgãos. A informação hematológica é essencial para reconhecer alterações no perfil dos pacientes enfermos, identificar os tipos de células inflamatórias em tecidos lesionados e entender o papel das células sanguíneas em processos agudos e crônicos.
Unitermos: répteis, hemograma, leucograma, eritrócitos, leucócitos


CIRURGIA: Hemipelvectomia subtotal no tratamento cirúrgico de neoplasia óssea apendicular – relato de caso

Autores: Bernando Kemper ; Silvia Manduca Trapp

Resumo: O osteossarcoma (OSA) é o tumor ósseo mais comum no cão, sendo responsável por 85% de todas as neoplasias malignas originadas no esqueleto. O tratamento de eleição para cães com OSA é a amputação, concomitantemente a quimioterapia com agente único ou combinado. A média de sobrevida de cães com OSA apendicular tratados apenas com amputação é de aproximadamente quatro meses. Para pacientes que apresentam OSA em região de fêmur proximal, a amputação completa em associação com a acetabulectomia em bloco tem indicação por conseguir maior margem cirúrgica livre de células neoplásicas. A hemipelvectomia, já foi descrita para manejo cirúrgico de sarcomas e de OSA em cães, oferece maior possibilidade de obter margens livres de células neoplásicas. Dessa forma, objetiva-se descrever a realização de hemipelvectomia subtotal no tratamento cirúrgico de neoplasia óssea em fêmur proximal em um cão.
Unitermos: osteossarcoma, cirurgia, cão


CLÍNICA: Estudo retrospectivo (2009-2012) de 1.045 exames citológicos de tecidos cutâneos e glandular subcutâneo de cães

Autores: Rodrigo dos Santos Horta ; Mariana de Pádua Costa; Leandro Mendes Caxito; Pâmela Cristina L. Gurgel Valente; Gleidice Eunice Lavalle; Adriane P. da Costa Val Bicalho; Fabíola de Oliveira Paes Leme; Paulo Ricardo de Oliveira Paes

Resumo: A citologia é um método diagnóstico rápido e de baixo custo, que consiste no estudo morfológico de células livres ou isoladas de inúmeros tecidos, órgãos e fluidos. O objetivo deste estudo foi analisar de forma retrospectiva os diagnósticos citológicos, de tecidos cutâneo e glandular subcutâneo de cães realizados em um hospital-escola no estado de Minas Gerais. Entre janeiro de 2009 e julho de 2012 foram realizados 1.045 exames, divididos em diagnósticos inconclusivos (27%), inflamatórios (22,4%) e neoplásicos/hiperplásicos (50,6%). Estes últimos incluíram tumores de células alongadas, tumores de células redondas e tumores epiteliais. A prevalência das neoplasias aproximou-se dos resultados de estudos retrospectivos semelhantes realizados com dados de exames histopatológicos, ratificando a importância dos exames citológicos na clínica de pequenos animais.
Unitermos: tumor, neoplasia, citologia, epitelial, mesenquimal


CLÍNICA: Estudo retrospectivo (2009-2012) 388 exames citológicos de tecidos hematopoiéticos (linfonodo, baço e medula óssea) de cães

Autores: Rodrigo dos Santos Horta ; Pâmela C. Lopes Gurgel Valente; Leandro Mendes Caxito; Mariana de Pádua Costa; Rubens Antônio Carneiro; Fabíola de Oliveira Paes Leme; Paulo Ricardo de Oliveira Paes

Resumo: A citologia é um método diagnóstico rápido e pouco invasivo, que permite a avaliação de diversos órgãos. O objetivo deste trabalho foi analisar de forma retrospectiva os diagnósticos citológicos de tecidos hematopoiéticos de cães, realizados em um hospital-escola no estado de Minas Gerais. Entre janeiro de 2009 e julho de 2012 foram realizados 225 exames de linfonodos e baço e 163 exames de medula óssea. Em 43% das amostras de linfonodos e em 9% de medula óssea foram observadas alterações não neoplásicas, sendo que em 12,6% e 20,9% destes, respectivamente, havia associação com leishmaniose. Em 23,1% das amostras de linfonodos foram diagnosticados linfomas, e em 8,6% das amostras de medula óssea foram diagnosticadas leucemias. O exame citológico desses órgãos mostrou-se de grande auxílio ao clínico para o diagnóstico de hemoparasitoses, estadiamento de neoplasias e pesquisa de neoplasias primárias ou metastáticas.
Unitermos: citologia, linfoma, leucemia, leishmaniose


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Colonoscopia no diagnóstico de leishmaniose visceral canina – revisão de literatura

Autores: Aldair Junio Woyames Pinto ; Maria Marta Figueiredo; Izabela Ferreira Gontijo de Amorim; Bruno Galli Pozzebon; Vítor Márcio Ribeiro; Wagner Luiz Tafuri

Resumo: A leishmaniose visceral (LV), provocada pela Leishmania infantum, é uma doença grave e sistêmica que acomete seres humanos e animais. O cão é considerado seu principal reservatório doméstico, sendo importante na manutenção do ciclo da doença no ambiente domiciliar. Nos cães acometidos tem sido observado o envolvimento do trato gastrintestinal, onde formas amastigotas do parasito são facilmente observadas nas camadas histológicas do estômago ao reto, sendo o ceco e o cólon as porções mais parasitadas. Independentemente das diferentes formas clínicas, os amastigotas são detectáveis em grande quantidade no interior de macrófagos do tubo digestório, porém a parede intestinal permanece intacta. A colonoscopia em cães é apresentada como ferramenta auxiliar no diagnóstico da LV, pois viabiliza o exame macroscópico da região e a coleta de material para visualização de amastigotas por meio da imuno-histoquímica na presença ou não de distúrbios gastrintestinais ou sinais clínicos da doença.
Unitermos: cães, zoonoses, enteropatias, gastrenterologia, biópsia


FARMACOLOGIA: Tratamento farmacológico da ansiedade em cães – revisão

Autores: Cristina Marchezan Cipriani ; Cristina Marchezan Cipriani; Nélio Cipriani; Magda Susana Perassolo; Edna Sayuri Suyenaga

Resumo: A ansiedade canina é uma desordem grave, com sérias implicações para o cão e as pessoas de seu convívio. Pode levar ao abandono e até à eutanásia. Controlar a ansiedade é uma questão de bem-estar animal, importante no restabelecimento do vínculo entre o homem e o cão. O tratamento inclui terapia comportamental, ambiental e farmacológica, sendo a combinação das três a mais benéfica. Os medicamentos são utilizados principalmente em casos graves, reduzindo a ansiedade e ajudando no aprendizado. A clomipramina e a fluoxetina são os fármacos mais indicados para a terapia da ansiedade. Apesar de estudos clínicos revelarem a eficácia e segurança desses medicamentos, as informações ainda são insuficientes em relação ao seu uso em cães. São necessárias mais pesquisas que demonstrem possíveis efeitos adversos desses medicamentos especificamente quando indicados para cães. O objetivo do artigo é fazer um levantamento sobre o tratamento farmacológico utilizado na ansiedade canina.
Unitermos: animais, comportamento, ansiolíticos


NUTRIÇÃO: Palatabilidade de petisco enriquecido com fibra solúvel (Plantago psyllium) para cães

Autores: Juliana de Melo Pires ; Roberta Ariboni Brandi; Lucas Domenico Elmor; Luiz Guilherme Marcondes; Julio Cesar Carvalho Balieiro

Resumo: Para avaliar a palatabilidade de biscoitos sem e com 6,7% de adição de psílio (Plantago psyllium) para cães, utilizaram-se treze animais, observados em seções de três minutos, por dez dias. Foram oferecidos dois comedouros contendo três biscoitos cada para avaliação da primeira ação, primeira escolha e razão de ingestão. Observou-se diferença (p < 0,01) relativamente à primeira ação, sendo que 83,5% dos cães cheiraram os biscoitos antes de ingeri-los. Já quanto à primeira escolha, não houve diferença (p > 0,01), apresentando consumo de 57,78% do biscoito com psílio e 42,22% do biscoito sem adição. A razão de ingestão não apresentou efeito (p > 0,01) da adição do ingrediente ao biscoito, sendo que 0,52 do consumo se referiu ao tratamento com adição do psílio e 0,48 sem adição do ingrediente. A incorporação do psílio ao biscoito constitui uma alternativa de fornecer a fibra ao cão sem causar redução da palatabilidade do petisco.
Unitermos: nutrição, aditivos, ingrediente funcional, preferência


ONCOLOGIA: Remoção cirúrgica de osteossarcoma mandibular em serpente suaçuboia (Corallus hortulanus) – relato de caso

Autores: Isaac Manoel Barros Albuquerque ; Flávia Figueiraujo Jabour; Alexsandro Machado Conceição; Luiz Fellipe Moutinho Andrade; Neide Lucia Soares Calazans; Dorival Santos Lima Filho; Alexandre Cavalcante J. Nogueira; Breno Stefano Carvalho Tabosa

Resumo: A suaçuboia, pertencente à família Boidae, é uma serpente não peçonhenta, de dentição áglifa, podendo chegar a pouco mais de dois metros de comprimento. Os osteossarcomas são neoplasias malignas de origem mesenquimal, que podem conter tecido conjuntivo, cartilagem, osso imaturo e osteoide. Um exemplar de suaçuboia foi encaminhado para a retirada de uma neoformação na cavidade oral, originada na maxila esquerda. Após a avaliação radiográfica e a confirmação de estrutura radiopaca, instituiu-se um protocolo anestésico com quetamina associada a midazolam para contenção do animal. Para a indução e a manutenção da anestesia utilizou-se isoflurano diluído em oxigênio a 100%, procedendo-se à remoção cirúrgica da estrutura. Fragmentos de tecidos excisados foram processados e avaliados histologicamente; neles se detectaram proliferação de osteoblastos neoplásicos e raras figuras de mitose, concluindo-se o diagnóstico clinicopatológico para osteossarcoma.
Unitermos: neoplasia, tumor, cavidade oral, cirurgia




Informação adicional

Peso 395 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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