Clínica Veterinária n. 101

R$ 30,00

CIRURGIA: Eventração de útero gravídico em uma gata – relato de caso
CLÍNICA: Alterações eritrocitárias oxidativas em cães: estudo retrospectivo de 62 casos (2009-2011)
CLÍNICA: Doença intestinal inflamatória – atualização
COMPORTAMENTO: Estudo descritivo sobre a síndrome de ansiedade de separação (SAS) em cães
DERMATOLOGIA: Uso de iodeto de potássio no tratamento da esporotricose em cão refratário ao cetoconazol e itraconazol – relato de caso
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Diagnóstico por imagem nas enfermidades tireoidianas em cães – revisão
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Princípios físicos da ultrassonografia com contraste por microbolhas – revisão de literatura
DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Ultrassonografia contrastada na medicina veterinária – revisão
TOXICOLOGIA: Intoxicação de cão por uva – relato de caso

Descrição


Revista Clínica Veterinária n. 101

Artigos científicos presentes na Clínica Veterinária n. 101, novembro/dezembro/2012, ano XVII:

CIRURGIA: Eventração de útero gravídico em uma gata – relato de caso

Autores: Wagner Costa Lima ; Ana Maria Quessada, Dayanne A. Silva Dantas Lima, Catarina Rafaela Alves da Silva, Marcos Daniel de Sousa Ferreira, Deyse Naira Mascarenhas Costa, Videlina Rodrigues de Sousa, Gisllyana Medeiros Azevedo

Resumo: Foi atendida em um hospital veterinário universitário uma gata com aumento de volume no dorso. O exame ultrassonográfico identificou a presença de fetos vivos no local do aumento de volume. O diagnóstico foi de eventração com deslocamento do útero gravídico para a região dorsal. Devido ao risco de ruptura uterina, o animal foi imediatamente encaminhado para correção cirúrgica da eventração, que foi realizada após ovário-salpingo-histerectomia. O animal teve uma boa recuperação, contudo os fetos não sobreviveram. No caso relatado, o aumento uterino devido à gestação resultou no deslocamento dorsal do órgão. Não foi possível explicar por que a migração uterina ocorreu em direção ao dorso e não para a região inguinal, como se observa em cadelas com histerocele gravídica. O caso foi considerado raro porque não foram encontrados relatos de eventração em felinos com insinuação de útero gravídico.
Unitermos: felino, útero, ovário-salpingo-histerectomia, hérnia abdominal


CLÍNICA: Alterações eritrocitárias oxidativas em cães: estudo retrospectivo de 62 casos (2009-2011)

Autores: Nathália Spina Artacho ; Angela Bacic, Claudia Aravena, Ana Cláudia Balda

Resumo: As alterações eritrocitárias oxidativas podem decorrer da ingestão de toxinas, substâncias da dieta, doenças metabólicas, neoplásicas e fármacos. Objetiva-se relatar a sua ocorrência na rotina de um hospital veterinário e sua possível associação com o uso de fármacos e doenças associadas. Após a análise de 3.300 prontuários, foram identificados 62 (1,8%) casos de alterações oxidativas (excentrócitos, corpúsculos de Heinz). Na maioria destes, observou-se a associação de vários fármacos, incluindo dipirona, em animais com doenças crônicas, como infecções, neoplasias e doenças degenerativas. Sugere-se a monitoração hematológica constante dos animais doentes, principalmente os previamente anêmicos e hiporéticos que necessitam da administração a longo prazo de vários fármacos em combinação e cujos proprietários inadvertidamente possam tentar fazer uso de substâncias oxidantes para estimular a ingestão alimentar.
Unitermos: anemia, excentrócitos, corpúsculos de Heinz, dipirona


CLÍNICA: Doença intestinal inflamatória – atualização

Autores: María Cecilia Ricart ; Silvia Martha Feijoó, Nélida Virginia Gómez

Resumo: A doença intestinal inflamatória acomete cães e gatos e caracteriza-se por apresentar sinais gastrintestinais de semanas de evolução, infiltrado inflamatório na histopatologia e inadequada resposta a terapias anti-helmínticas e mudanças de dieta. Não se conhece a etiologia, mas acredita-se que poderia ser causada por um distúrbio no funcionamento normal do tecido linfoide gastrintestinal, ou por uma resposta imunológica agressiva exacerbada contra antígenos luminais que causam inflamação, alterando a motilidade intestinal. O diagnóstico da doença é feito por meio de exame coproparasitológico, ecografia abdominal, endoscopia ou laparotomia com obtenção de amostra para biópsia completa da parede intestinal e histopatologia. O objetivo do presente trabalho de revisão é atualizar os conhecimentos a respeito dessa enfermidade de diagnóstico complexo.
Unitermos: cães, gatos, diagnóstico, endoscopia, biópsia


COMPORTAMENTO: Estudo descritivo sobre a síndrome de ansiedade de separação (SAS) em cães

Autores: Paulo Roberto Spiller ; Adriana Alonso Novais, Viviane Mota dos Santos Moretto

Resumo: O objetivo desta pesquisa foi verificar a ocorrência da síndrome de ansiedade de separação (SAS) na população de cães de Sinop, MT. Para identificar o problema, foi desenvolvido um questionário que foi aplicado a proprietários ou guardiões de cem cães, machos e fêmeas, de raças puras e sem raça definida (SRD), oriundos de clínicas do referido município e do Hospital Veterinário da UFMT – campus Sinop. Os resultados obtidos demonstraram uma prevalência de 28% de cães positivos para a SAS. Os sinais mais frequentes foram vocalização excessiva (60,7%), micção inapropriada (50%), destruição de objetos (35,7%) e defecação inapropriada (17,8%). Todos os animais considerados positivos apresentavam hipervinculação aos seus donos e nove (32,1%) sofriam também de transtorno compulsivo. Tais resultados indicam que existe uma prevalência significativa de SAS na população de Sinop, devendo ser elaboradas novas pesquisas para mensurar o seu impacto sobre os animais e a sociedade.
Unitermos: animais de estimação, comportamento animal, estresse


DERMATOLOGIA: Uso de iodeto de potássio no tratamento da esporotricose em cão refratário ao cetoconazol e itraconazol – relato de caso

Autores: Martha Hathaway Grassani ; Ana Lucia C. de Azevedo Juppa, Denise Amaro da Silva, Fabiano Borges Figueiredo

Resumo: A esporotricose é uma doença que acomete o homem e os animais de forma subaguda ou crônica, sendo considerada a micose subcutânea mais comum na América Latina. No estado do Rio de Janeiro, assumiu proporções epidêmicas, sendo o gato infectado o principal transmissor da doença. No cão, a doença é menos frequente, entretanto, estudos descrevem que desde 1998 houve um aumento do número de casos. O tratamento de infecções micóticas em animais é um desafio aos veterinários, uma vez que a maioria dos agentes antifúngicos sistêmicos apresenta efeitos adversos importantes. Este estudo relata um caso de esporotricose canina que foi refratário ao uso de cetoconazol e itraconazol, tratado em seguida com iodeto de potássio. Com esse relato, verificou-se que nos casos refratários ao tratamento convencional com cetoconazol e itraconazol, o iodeto de potássio em capsulas é uma alternativa para o tratamento da esporotricose canina.
Unitermos: canino, terapêutica, Sporothrix schenckii


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Diagnóstico por imagem nas enfermidades tireoidianas em cães – revisão

Autores: Thiago Rinaldi Müller ; Livia Pasini Souza, Danuta Pulz Doiche, Maria Jaqueline Mamprim, Natalie Bertelis Merlini

Resumo: Com o rápido desenvolvimento das modalidades de imagem para auxiliar no diagnóstico médico e, por conseguinte, na medicina veterinária, os diagnósticos de diversas enfermidades estão se tornando cada vez mais acessíveis e precisos. Diferentes modalidades de imagem, como ultrassonografia, tomografia computadorizada, ressonância magnética e cintilografia, podem ser utilizadas no diagnóstico de enfermidades tireoidianas, sendo que cada uma possui vantagens e desvantagens. O diagnóstico por imagem é ferramenta auxiliar para o diagnóstico, o tratamento e o prognóstico de doenças tireoidianas. O objetivo do presente trabalho é refletir sobre as limitações e benefícios de cada modalidade de imagem que se encontram disponíveis para o médico veterinário, assim como expor as novas modalidades, a fim de maximizar e tornar mais preciso o diagnóstico de enfermidades tireoidianas.
Unitermos: canino, imagem diagnóstica, glândula tireoide


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Princípios físicos da ultrassonografia com contraste por microbolhas – revisão de literatura

Autores: Cristina Satiko Iuamoto Takeda ; Cibele Figueira Carvalho, Maria Cristina Chammas

Resumo: A ultrassonografia é um meio de diagnóstico por imagem que reflete e incorpora inovações tecnológicas rapidamente. O uso de agentes de contraste ultrassonográfico é relativamente recente na medicina humana, e ainda mais inovador na veterinária. A técnica vem apresentando resultados otimistas na diferenciação de lesões benignas e malignas. No Brasil, a utilização do contraste ultrassonográfico depende apenas da liberação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, o seu uso está condicionado à presença de recursos especiais nos equipamentos, que, em geral, requerem complexidade tecnológica. Com essa expectativa, vimos revisar a literatura publicada a respeito dos princípios físicos da ultrassonografia com contraste por microbolhas, a fim de melhorar a compreensão dessa nova técnica, assim como os potenciais efeitos colaterais dos agentes de contraste atualmente utilizados.
Unitermos: microbolhas, ultrassonografia, meios de contraste


DIAGNÓSTICO POR IMAGEM: Ultrassonografia contrastada na medicina veterinária – revisão

Autores: Cristina Satiko Iuamoto Takeda ; Cibele Figueira Carvalho, Maria Cristina Chammas

Resumo: Nas últimas duas décadas, a ultrassonografia apresentou diversas inovações tecnológicas, algumas até bem acessíveis economicamente. Estudos recentes comprovam que a ultrassonografia com contraste por microbolhas possibilita a avaliação da perfusão dos órgãos e, quando associada ao Doppler, aumenta a capacidade de detecção da sua vascularização. Esses novos conceitos permitem estudar o comportamento hemodinâmico de lesões focais em relação ao tecido normal, e a principal utilização se relaciona à diferenciação de tumores. Os resultados dessa técnica parecem promissores, sugerindo acurácia diagnóstica semelhante à de outros métodos de diagnóstico por imagem, como a tomografia contrastada e a imagem em ressonância magnética. Este trabalho teve como objetivo rever na literatura veterinária as principais possibilidades diagnósticas de utilização dessa técnica nos órgãos da cavidade abdominal de pequenos animais.
Unitermos: contraste, microbolhas, animais, tumores


TOXICOLOGIA: Intoxicação de cão por uva – relato de caso

Autores: Luiz Carlos Pereira ; Ana Luiza Sarkis Vieira, Cinthya Brillante Cardinot, Roberto M. Carvalho Guedes

Resumo: As intoxicações por alimentos destinados ao consumo humano são comuns e ocorrem frequentemente logo após o proprietário os oferecer ao animal. A uva (Vitis vinifera) in natura e desidratada (uva-passa) é uma fruta que pode causar intoxicação em cães, mas seu potencial tóxico ainda é pouco conhecido pelos médicos veterinários. Neste trabalho relata-se um caso em que um cão da raça spitz, de cinco meses de idade, desenvolveu sinais clínicos de insuficiência renal aguda após ingerir um cacho de uvas. O quadro clínico foi caracterizado por vômitos, diarreia, anúria e aumento de ureia e creatinina. Após dezoito horas de internação, o animal veio a óbito. O exame anátomo-histopatológico constatou necrose tubular aguda com focos de mineralização. Em conjunto, os achados clínicos, laboratoriais e anátomo-histopatológicos são consistentes com insuficiência renal causada por ingestão de uva.
Unitermos: canino, Vitis vinifera, insuficiência renal aguda




Informação adicional

Peso 416 g
Dimensões 28 x 21 x 0.5 cm

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