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Desastres, resgates e veterinários

Fazendo uma retrospectiva nos últimos 10 anos, os desastres, sejam naturais ou por ação humana, quando ocorreram, causaram grande impacto tanto para humanos quanto animais. Nos últimos desastres, o salvamento de animais sempre contou com a falta de pessoas e de instituições preparadas para lidar com a situação emergencial.

Em novembro de 2008, em Santa Catarina, mas de 2000 bovinos morreram em enchentes. Alguns detalhes estão registrados em um artigo publicado na revista Clínica Veterinária n. 78, janeiro/fevereiro/2009 :

Em 2011, a região serrana do Estado do Rio de Janeiro sofreu um grande deslizamento, gerando uma enorme tragédia que tirou a vida de muitas pessoas e animais. Dados oficiais apontam um número próximo de 1000 pessoas mortas. Porém, segundo o Centro de Defesa dos Direitos Humanos (CDDH) de Petrópolis e associações das vítimas, entre outras entidades de Teresópolis, Nova Friburgo e Petrópolis, cerca de 10 mil pessoas podem ter morrido ou desaparecido nas chuvas que atingiram a região naquele ano. Números que falam apenas de humanos! O comprometimento da vida animal também foi muito grande. De pequenos a grandes animais…

Mais recentemente, o grande desastre em Mariana, MG, envolvendo a mineradora Samarco, também causou enorme quantidade de vítimas, humanas e animais. Felizmente, dessa vez, houve a participação de equipe médica veterinária mantida pela Samarco. Inclusive, com a participação da médica veterinária Carla Sassi, que já tinha experiência acumulada em operações de resgate na região serrana do Estado do Rio de Janeiro. Alguns detalhes estão registrados em artigo publicado na revista Clínica Veterinária n. 120, janeiro/fevereiro/2016:

A American Veterinary Medical Association possui alguns materiais disponíveis na internet que tem objetivo de instruir como estar preparados para os casos de desastres e de como proceder nos casos emergenciais e de resgate. Entre os materiais disponíveis estão:

Será que o Brasil já está preparado para a próxima temporada de chuvas?

Em 2017, acontece, em Toronto, Canadá, o WADEM Congress on Disaster and Emergency Medicine 2017. Seria muito bom que o Brasil investisse em enviar médicos veterinários para atualização e capacitação!

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Leishmaniose visceral – tratamento canino

Milteforan é o nome comercial do medicamento para tratamento da leishmaniose visceral canina. Criteriosa pesquisa no Brasil testou com êxito a excelente tecnologia francesa da Virbac. No dia 6 de dezembro de 2016 já está programada a primeira palestra de lançamento!

O Milteforan, foi aprovado tanto pelo Mi­nis­tério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) quan­to pelo Ministério da Saúde (MS). Isso consta expressamente em um documento assinado em conjunto por ambos os ministérios.  O médico veterinário  Valdir Avino, gerente de assuntos regulatórios da Virbac acreditou e empenhou-se nesse projeto desde 2010. Acesse o documento que dispõe sobre o registro do Milteforan.  

Veja mais sobre o assunto na revista Clínica Veterinária n. 125, novembro-dezembro, 2016, Ano XXI – https://issuu.com/clinicavet/docs/clinica-veterinaria-125/34

É fundamental que todo cão a ser tratado seja avaliado e monitorado por um médico veterinário preparado para lidar com essa enfermidade.

Membros da equipe da Virbac do Brasil e especialistas envolvidos na pesquisa que envolveu o registro do Milteforan no Brasil, medicamento específico para o tratamento canino contra a leishmaniose visceral
Membros da equipe da Virbac do Brasil e especialistas envolvidos na pesquisa que envolveu o registro do Milteforan no Brasi, medicamento específico para o tratamento canino contra a leishmaniose viscerall. No centro, O médico veterinário Valdir Avino, gerente de assuntos regulatórios da Virbac

 

Acervo digital – Confira no acervo digital da revista Clínica Veterinária artigos que envolvem o diagnóstico, a prevenção e o tratamento canino da leishmaniose visceral :

• Análise do diagnóstico da leishmaniose visceral canina no Brasil, com ênfase no uso dos métodos sorológicos: teste imunocromatográfico, ELISA e reação de imunofluorescência indireta – revisão de literatura
Clínica Veterinária, n. 123;

• Leishmaniose felina – revisão de literatura
Clínica Veterinária, n. 122;

• Alterações bioquímicas e hematológicas em cães naturalmente infectados por Leishmania (infantum) chagasi
Clínica Veterinária, n. 116;

• Colonoscopia no diagnóstico de leishmaniose visceral canina – revisão de literatura
Clínica Veterinária, n. 102;

• Leishmaniose visceral canina em Cachoeiras de Macacu, RJ – relato de caso
Clínica Veterinária, n. 95;

• Leishmaniose em felino na zona urbana de Araçatuba, SP – relato de caso
Clínica Veterinária, n. 76;

• Leishmaniose tegumentar americana em felino doméstico no município do Rio de Janeiro, Brasil – relato de caso, Clínica Veterinária, n. 74;

• Métodos de diagnóstico da leishmaniose visceral canina
Clínica Veterinária, n. 71;

• Leishmaniose visceral canina: aspectos de tratamento e controle
Clínica Veterinária, n. 71;

• Métodos de diagnóstico por imagem na avaliação de rins de pequenos animais – revisão
Clínica Veterinária, n. 70;

• Principais dermatoses zoonóticas de cães e gatos
Clínica Veterinária, n. 69.

Clínica Veterinária – revista de educação continuada para clínicos veterinários de pequenos animais indexada no Web of Science – Zoological Records, Latindex e CAB Abstracts. Classificação Qualis: B4

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Proibição da eutanásia em cães com leishmaniose

A proibição da eutanásia em cães com leishmaniose

Desde junho de 2015 os órgãos públicos de Campo Grande, MS, estão impedidos de utilizar a eutanásia nos cães com leishmaniose como meio de controle da enfermidade.

A determinação é da 6ª Turma do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), que deu provimento a agravo de instrumento interposto pela organização não governamental (ONG) Sociedade de Proteção e Bem-Estar Animal – Abrigo dos Bichos.

“Os órgãos públicos não podem proibir especialmente por meio de atos normativos inferiores à lei em sentido formal que os donos dos animais e os médicos veterinários procurem tratar os animais doentes, antes de optarem pela irreversibilidade do sacrifício do animal”, destacou o desembargador federal relator Johonsom di Salvo. “A ação do poder público incompetente para evitar a prolife-ração do lixo onde viceja o mosquito vetor da doença não impede que o proprietário ou um terceiro tratem do animal, o que pode ser feito com medicação relativamente barata (alopurinol, cetoconazol, levamizol, vitamina A, zinco, aspartato de L-arginina e prednisona), sem que se precise recorrer a uma medicação específica para os ani- mais (glucantime), que, no Brasil, é proibida, enquanto no mundo civilizado (Espanha, França, Itália e Alemanha) está à venda para o tratamento dos animais”, argumentou o desembargador. Acrescenta também que…

• Alterações bioquímicas e hematológicas em cães naturalmente infectados por Leishmania (infantum) chagasi
Clínica Veterinária, n. 118;

• Colonoscopia no diagnóstico de leishmaniose visceral canina – revisão de literatura
Clínica Veterinária, n. 102;

• Leishmaniose visceral canina em Cachoeiras de Macacu, RJ – relato de caso
Clínica Veterinária, n. 95;

• Leishmaniose em felino na zona urbana de Araçatuba, SP – relato de caso
Clínica Veterinária, n. 76;

• Leishmaniose tegumentar americana em felino doméstico no município do Rio de Janeiro, Brasil – relato de caso, Clínica Veterinária, n. 74;

• Métodos de diagnóstico da leishmaniose visceral canina
Clínica Veterinária, n. 71;

• Leishmaniose visceral canina: aspectos de tratamento e controle
Clínica Veterinária, n. 71;

• Métodos de diagnóstico por imagem na avaliação de rins de pequenos animais – revisão
Clínica Veterinária, n. 70;

• Principais dermatoses zoonóticas de cães e gatos
Clínica Veterinária, n. 69.

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Seminário FNPDA

Seminário FNPDA - Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público
Seminário FNPDA – Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público

Seminário FNPDA 2016

Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público

IV Seminário do Forúm Nacional de Proteção e Defesa Animal – O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) é a maior rede de proteção animal do Brasil, com mais de 100 entidades afiliadas em todas as regiões do país. Há mais de quinze anos, atuamos na disseminação do respeito, proteção e defesa dos animais. Lutamos para construir uma nova sociedade onde a compaixão pela vida animal seja um valor nacional, compartilhado por todos os brasileiros.

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal tem o grande prazer de convidá-lo para seu IV Seminário de Defesa Animal – FNPDA

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (Fórum Animal) – a maior rede de proteção animal do Brasil – tem o grande prazer de convidá-los para nosso IV Seminário de Defesa Animal, que contará com especialistas e temas pertinentes ao trabalho em prol dos animais, de qualquer espécie.

O objetivo é incentivar o movimento de defesa e proteção animal com a divulgação de conhecimento e de novos instrumentos, além de gerar, essencialmente, uma grande sinergia através do congraçamento de pessoas e profissionais que trabalham na área.

O evento é aberto ao público em geral e busca promover também o contato entre entidades de defesa animal que operam em todas as regiões brasileiras.

Tópicos: Bases da defesa animal; Animais usados para tração e consumo; Entretenimento; Políticas públicas; Desastres ambientais; Animais silvestres; Animais de companhia; Movimento de defesa animal. • Confira a programação completa.

 • Local: Caminho Niemeyer – Av. Jornalista Rogério Coelho Neto s/nº – Niterói (RJ) – Data: 11 e 12 de junho de 2016

• Entrada: Doação mínima de 2kg de ração para gatos ou cães

• Realização: Fórum Animal (FNPDA)

• Parceria: Diretoria de Direito Animal da Secretaria de Meio Ambiente de Niterói/RJ

• Apoio: Universidade Federal Fluminense (UFF), Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB-RJ, Revista Clínica Veterinária e Max Alimentos.

IV Seminário – Defesa dos Animais: desafio da sociedade civil e do poder público – FNPDA

Informações: www.forumanimal.org/seminario

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A importância do programa de adoção

Samarco e ONGs promovem evento de adoção de cães e gatos em Mariana – MG:

Nos dias 9 e 10 de abril os cães e gatos resgatados na região impactada pelo rompimento da barragem de Fundão estarão disponíveis para adoção no Centro de Convenções de Mariana (Praça JK, S/N). O evento é gratuito e acontece de 9h às 13h. No local, vão acontecer também ações especiais e recreativas para toda a família.

Muitas são as situações em que a adoção é o ponto crucial de um programa abrangente de controle populacional de animais. Dentre os pilares que o compõem, a adoção é talvez o gargalo que todos -serviços de controle animal – enfrentam, um vez que muitos precisam de um novo lar, cuidados gerais e muito afeto. Garantir uma nova e segura oportunidade na maioria das vezes não é tarefa simples.

Em geral, os animais desses programas provêm de situações de alta vulnerabilidade, negligência, maus-tratos e abandono – uma série negativa de substantivos que precisam ser apagados de sua memória afetiva e social e substituídos por outros como afeto, cuidado e respeito, em lares onde a qualidade de vida possa ser redefinida. Será que existe uma forma de planejar e agir que amplie o resultado final de forma positiva?

Na história recente do país, muitas inéditas e desafiadoras situações trouxeram de forma coletiva um grande desafio que não se restringiu ao momento dos fatos.

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O papel da Unidade de Vigilância em Zoonoses (UVZ) na integração da saúde com o meio ambiente

“A captura e o extermínio de cães não domiciliados como forma de controle da raiva e do controle populacional, atribuição original do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), foi substituída por ações mais eficientes como vacinação antirrábica e educação em guarda responsável associada a castração de animais de companhia”

O Centro de Controle de Zoonozes (CCZ) foi conceitualmente uma unidade vinculada à Secretaria Municipal de Saúde para o controle da raiva em vários municípios brasileiros nas décadas de 70 e 80, quando a doença era uma grave problema de saúde pública. Embora municipal, a estrutura e as ações do CCZ seguiam o recém criado Programa Nacional de Profilaxia da Raiva (1973), elencado como um dos programas prioritários da política de saúde no Brasil. Esse programa previsa a realização de atividades sistemáticas para combater a raiva humana tais como tratamento preventivo, diagnóstico laboratorial e vigilância epidemiológica, educação em saúde, vacinação canina e captura de cães.

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Manejo etológico, segurança profissional, bem-estar animal e controle populacional

Uma excelente forma de interagir com os animais sem causar estresse é por meio da utilização do manejo etológico.  Essa é uma aptidão que deve ser procurada pelos gestores de qualquer estabelecimento veterinário, seja um centro de controle de zoonoses ou nos variados serviços para cães e gatos (veterinário, banho e tosa, creches, hotéis, escolas etc.).

O gestor público precisa zelar pelo bem-estar animal, e o gestor empresarial precisa gerar a satisfação do cliente e a sua fidelização, que ocorre de forma muito mais fácil e natural quando o tutor percebe a aplicação do bem-estar animal e o tratamento diferenciado que seu animal recebe.

No Brasil, o ITEC, Instituto Técnico de Educação e Controle Animal, promove há anos o curso FOCA (Formação de Oficial de Controle Animal). O curso tem quarenta horas de duração, com aulas teóricas e práticas que transmitem com excelência os conceitos de manejo etológico, segurança profissional e humanização dos serviços, parte do treinamento que foi muito importante nos primeiros cursos FOCA, numa época em que existia a carrocinha e os laçadores de cães praticavam a captura como se fosse uma prática de rodeio, sem nenhuma compaixão.

O próximo curso FOCA irá ocorrer de 11 a 15 de abril, em Jundiaí, SP. A parte teórica será no Hotel Intercity Jundiaí. A prática, por sua vez, terá lugar na Coordenadoria de Bem-Estar Animal de Jundiaí.

O oficial de controle animal está capacitado para interagir com os animais sem causar estresse (ou causando o mínimo possível), beneficiando tanto o bem-estar do animal quanto sua própria segurança.

O curso FOCA acrescenta muitos conhecimentos para todos os servidores públicos que exercem atividade relacionada ao controle de zoonoses.

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