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CRMV-SP lança aplicativo para consulta à legislação

CRMV-SP lança aplicativo para consulta à legislação

Para usar o aplicativo só é preciso ficar online uma vez. Basta se conectar à internet, acessar sua loja de aplicativos, buscar CRMV-SP, baixar o programa e sincronizar o conteúdo. Depois disso, para fazer as pesquisas não é necessário estar conectado.

>> Clínica Veterinária n. 122

 

CRMVSP – Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo

Dentro da competência e autonomia delegadas pelo Estado, o principal objetivo dos Conselhos é o exercício da fiscalização profissional, bem como as deliberações com poderes: legislativo, executivo e judiciário nos assuntos relativos à profissão, além do assessoramento aos governos da União, Estados e Municípios nos assuntos relacionados com as profissões por ele representadas.

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Seminário FNPDA

Seminário FNPDA - Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público
Seminário FNPDA – Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público

Seminário FNPDA 2016

Desafios da Sociedade Civil e do Poder Público

IV Seminário do Forúm Nacional de Proteção e Defesa Animal – O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (FNPDA) é a maior rede de proteção animal do Brasil, com mais de 100 entidades afiliadas em todas as regiões do país. Há mais de quinze anos, atuamos na disseminação do respeito, proteção e defesa dos animais. Lutamos para construir uma nova sociedade onde a compaixão pela vida animal seja um valor nacional, compartilhado por todos os brasileiros.

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal tem o grande prazer de convidá-lo para seu IV Seminário de Defesa Animal – FNPDA

O Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal (Fórum Animal) – a maior rede de proteção animal do Brasil – tem o grande prazer de convidá-los para nosso IV Seminário de Defesa Animal, que contará com especialistas e temas pertinentes ao trabalho em prol dos animais, de qualquer espécie.

O objetivo é incentivar o movimento de defesa e proteção animal com a divulgação de conhecimento e de novos instrumentos, além de gerar, essencialmente, uma grande sinergia através do congraçamento de pessoas e profissionais que trabalham na área.

O evento é aberto ao público em geral e busca promover também o contato entre entidades de defesa animal que operam em todas as regiões brasileiras.

Tópicos: Bases da defesa animal; Animais usados para tração e consumo; Entretenimento; Políticas públicas; Desastres ambientais; Animais silvestres; Animais de companhia; Movimento de defesa animal. • Confira a programação completa.

 • Local: Caminho Niemeyer – Av. Jornalista Rogério Coelho Neto s/nº – Niterói (RJ) – Data: 11 e 12 de junho de 2016

• Entrada: Doação mínima de 2kg de ração para gatos ou cães

• Realização: Fórum Animal (FNPDA)

• Parceria: Diretoria de Direito Animal da Secretaria de Meio Ambiente de Niterói/RJ

• Apoio: Universidade Federal Fluminense (UFF), Comissão de Proteção e Defesa Animal da OAB-RJ, Revista Clínica Veterinária e Max Alimentos.

IV Seminário – Defesa dos Animais: desafio da sociedade civil e do poder público – FNPDA

Informações: www.forumanimal.org/seminario

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Violência doméstica

Violência doméstica: sofrimento para mulheres, crianças e animais.

Desde tempos históricos a família tem sido concebida como um núcleo formado por vínculos afetivos, indispensável para a proteção e o desenvolvimento dos indivíduos que assim a constituem e para o progresso social. Porém, a família também pode ser um espaço marcado por tensões, conflitos, desigualdades e violência, no qual as mulheres e crianças são as maiores vítimas de uma sociedade machista, arraigada num modelo e uma cultura patriarcal. Desta maneira, quando se fala de violência contra a mulher, as cifras evidenciam que entre um 70-80% destas mulheres são violentadas no interior de seus lares, um aspecto irônico ao considerar que a família deveria ser um espaço para protegê-las do abuso (violência doméstica).

A Violência doméstica contra a mulher é definida na legislação brasileira como “qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação”. Embora os homem também possam ser vítimas de violência doméstica, as mulheres são por muito as maiores vítimas deste tipo de violência interpessoal.

A violência doméstica contra a mulher não é um fenômeno contemporâneo, mas apenas nos últimos 50 anos que esta problemática tem ganhado importância, sendo desenvolvidas políticas e estratégias para diminuir sua prevalência na sociedade. Infelizmente, estudos demonstram que ainda é um problema que afeta milhões de mulheres no mundo todo. Assim, a Organização Mundial da Saúde estima que aproximadamente 30% das mulheres do mundo entre 15 e 69 anos de idade são abusadas por seu companheiro. Considera-se que na América Latina 25 a 50% das mulheres sofrem violência doméstica, sendo que o Brasil responde por 40% dos feminicídios da região. Segundo dados de 2013, da Secretaria de Políticas para as mulheres do Brasil, 38.020 mulheres são agredidas diariamente, sendo os cônjuges, companheiros ou ex-maridos os agressores em 68,8% dos casos, mostrando que essa problemática está longe de chegar a seu fim e que todos os aspectos relacionados devem ser estudados e considerados.

Sabe-se que as sequelas da violência doméstica não estão restritas às vítimas e comprometem todos os membros da família. A prevalência de crianças expostas a violência doméstica é difícil de ser determinada e, geralmente, encontra-se subestimada. Nos Estados Unidos estima-se uma prevalência anual de entre 10% a 20% de exposição das crianças á violência doméstica.

violencia domestica
Violência doméstica: no mundo todo, mulheres, crianças e animais sofrem abusos

Nas últimas décadas, surgiu a concepção da família multi-espécie que consiste em um grupo familiar composto por pessoas que reconhecem e legitimam seus animais de estimação como membros da família. Assim, ao reconhecer que todos os membros da família podem ser vítimas das situações de violência doméstica, a partir da década de 90 começaram estudos sobre o papel dos animais de estimação dentro da violência doméstica. Uma associação entre maus tratos contra os animais e a violência doméstica foi encontrada e nomeada internacionalmente de Link (Elo). Estima-se uma coocorrência de violência doméstica por parceiro íntimo contra mulheres e maus-tratos contra os animais entre 46,5% e 71%. Nesta relação os animais de companhia podem ser usados como uma ferramenta de violência psicológica, intimidação e controle da vítima humana para que a mesma não denunciasse a situação e não tente sair do ciclo da violência como consequência da preocupação com seu animal de companhia. Estudos têm relatado que aproximadamente 30% das mulheres vítimas de violência doméstica e proprietárias de pelo menos um animal de estimação está disposta a adiar sua decisão de procurar ajuda pela preocupação com seu animal, colocando em risco a sua própria integridade.

No Brasil o Link não tem sido muito estudado, nem reconhecido nas políticas e estratégias que combatem a violência doméstica. Sendo um aspecto de vital importância ao considerar que, segundo cifras do IBGE, 44,3% dos domicílios têm pelo menos um cão e 17,7% pelo menos um gato.

Os animais de estimação, podem fazer parte do ciclo da violência doméstica e serem as primeiras vítimas. Dessa forma, a suspeita de maus-tratos contra os mesmos pode ser utilizada como indicador para a detecção e/ou prevenção de outros tipos de violência. Esse reconhecimento permite uma pronta intervenção por parte de uma equipe multiprofissional em saúde, com participação dos médicos veterinários, que podem ser os primeiros, ou únicos, profissionais a ter acesso a situações de abuso no contexto da família.

Fonte: Departamento de Medicina Veterinária, UFPR

Veja também:

A ligação entre o abuso de animais e a violência familiar – Revista Clínica Veterinária n. 103, março/abril,2013, Ano XVIII.

Traumas não acidentais e outros abusos na rotina clínico-veterinária: como proceder, reconhecer e encaminhar – Revista Clínica Veterinária n. 116, maio/junho, 2015, Ano XX.

A revista Clínica Veterinária é indexada no ISI Web of Science – Zoological Record, no Latindex e no CAB Abstracts

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